sábado, 24 de março de 2007
Revolução Industrial - 2 parte
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Claudio Falcão
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11:54
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Revolução Industrial - 1 parte
A Revolução Industrial
A Revolução Industrial (RI) longe de se apresentar como um fenômeno técnico significou uma transformação na ciência, nas idéias e nos valores da sociedade. Significou também trocas no volume e na distribuição da riqueza centrada, até então, no monopólio da nobreza que lhe conferia também poder político. Por sua vez, é produto de um processo histórico do desenvolvimento das forças produtoras e do princípio da especialização assentada na divisão do trabalho, já que o homem não produzia mais para auto-subsistência.
Texto modifcado e adaptado - Espaço e Indústria - Ana Fani A. Carlos
Um inenarrável abraço
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Claudio Falcão
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11:52
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Ainda na água.
ÁGUAS DE CACHOEIRA
É um excelente Cd - comprem!!!
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Claudio Falcão
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11:38
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Água, um novo commodity ?
Quando falamos em commodity estamos nos referindo a um produto primário, a exemplo dos produtos alimentícios e minérios. Que são comercializados pelo investidores, normalmente por meio de contratos a termo (contratos futuros) nas bolsas de mercadorias. Temos uma grande variedade de produtos que se encaixam nesta categoria, como aves, ovos, carne, aveias, a soja e os seus subprodutos, produtos florestais, o açúcar, café, minerais, metais, trigo, milho e outros. Em breve, a redução da disponibilidade de água potável tende a fazer com que este bem essencial se encaixe nesta categoria, aumentando a sua importância econômica e geopolítica. Se a nossa forma de utilização dos recursos hidrícos se mantiver, a água potavél será o recurso natural mais disputado no planeta.
Uma grande quantidade de países já vivem problemas de escassez relativa e absoluta, com destaque para os países africanos do Magreb e os estados do Oriente Médio ( onde o petróleo é a principal riqueza, seguida pela água.... até quando?). Se não mudarmos urgentemente a nossa relação com a água, além dos impactos ambientais e sociais que advém do nosso modelo de desenvolvimento estaremos fadados a assistir o aumento da pressão política e dos conflitos envolvendo a água em nosso planeta. A disputa pela água e a sua importância estratégica já era uma realidade dos Estados desde o inicío do seu desenvolvimento social. O sociológo alemão de orientação marxista, Karl Wittfogel foi um pioneiro ao discutir e refletir sobre a hidropolítica. Segundo ele, o domínio da água constitui um elemento essencial do poder: aquisição de água potável, irrigação de culturas e navegação fluvial são funções em torno das quais fortes autoridades coletivas estão organizadas, e mesmo a base de grandes Estados.Sendo assim, se o ritmo do desperdício, do consumo e da destruição dos mananciais se mantiver, vamos assistir a uma disputa mercadológica (o Banco Mundial - BIRD - já incentiva a gestão privada da água, que segundo este organismo deve ser feita por grandes coorporações) e, inevitavelmente, seguida ou acompanhada de confrontos políticos-militares. Este bem coletivo que normalmente nos referimos como fonte da vida, vai se tornar também a origem da morte.
ONU divulgou, em 2002, alguns dados assustadores sobre a questão dos recursos hídricos:
- 1bilhão e 100 milhões de pessoas não têm acesso à água potavel, o que corresponde a um sexto da população mundial;
- 2 bilhões e 400 milhões de pessoas não têm acesso a serviço de saneamento básico adequados, isto equivale a 40% da população mundial;
- a cerca de 6 mil crianças morrem diáriamente devido a doenças provocadas pela água insalubre ou relacionadas a saneamento básico e higiene deficientes;
- a água insalubre e o saneamento básico deficiente causam 80% das doenças no mundo em desenvolvimento. Mais de 250 milhôes de pessoas sofrem dessas doenças todos os anos;
- no séulo XX, o consumo de água aumentou a um ritmo duas vezes mais rápido que o crescimento demográfico;
- em muitas regiões, a utilização excessiva de águas subterrâneas para beber e para feitos de irrigação, provocou a queda, em dezenas de metros, do nível dessas águas, o que obriga as pessoas a consumir água de baixa qualidade.
Um inenarrável abraço
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Claudio Falcão
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11:29
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Jangada Brasil - A cara e a alma brasileiras
Meu querido irmão e compadre Luis Antônio "Careca" Simas me apresentou este maravilhoso site, que reflete, sem dúvida alguma, a melhor cara do Brasil. Jangada Brasil é um trabalho primoroso de resgate e divulgação da nossa cultura. Estava me deleitando com o conteúdo deste site, quando me deparei com mais de 2000 provérbios populares. É simplesmente delicioso ler e reler essas pérolas da sabedoria do povo brasileiro. Só para dar o gostinho e estimular visitas a esta biblioteca popular, vou colocar alguns exemplos de provérbios.
- Abrindo o bico é que se ganha o mundo
- Abelha só dá mordidela em quem trata com ela
- A vida é uma coisa que quanto mais estica mais curta fica
- A vida é um rascunho de saudades (amei esse!!)
- A vida é assim mesmo: um pau de sebo com uma nota falsa na ponta ( perfeito!!)
- A velhice começa surgindo de dentro da mocidade
- A verdade sobrenada como azeite
- A cachaça é o sacatrapo da verdade
- Quando o dinheiro fala, a verdade cala (triste mas real!)
- Baiano burro nasce morto
- Batendo ferro é que se vira ferreiro
- Beijo de menina é vitamina
- Beijo é que nem ferro elétrico, liga em cima e esquenta embaixo
- Beijo não mata a fome, mas abre o apetite
- Besteira pouca é bobagem
- Boa pinga não carece propaganda
- Boato é como fogo na campanha
- Boca de ambicioso só se enche com terra de sepultura ( maravilha.. maravilha!!!)
- Boi bravo, depois de morto, todo mundo segura o chifre dele
- Boi morto, vaca é
- Boi, na terra alheia, até as vacas lhe dão chifradas
- Cachaça tira juízo, mas dá coragem
- Cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça ( esse o Simas adora..pq será?.. acho que devemos iniciar uma investigação.. que cobra foi essa?)
- Cada cabeça, uma sentença
- Cada qual com a sua pereba
- Caixão não tem gaveta
- Café, mulher e sopa só quentes
- Casal feliz: marido surdo e mulher cega
- Casarás e amansarás ( também lembrei do Simas)
Visitem www.Jangadabrasil.com.br
Um inenarrável abraço.
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Claudio Falcão
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11:19
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Quem bate esquece, mas quem apanha, não.
A revista Carta Capital publicou uma matéria que aborda a mortalidade de jovens, onde mostra dados que indicam que uma geração inteira está sendo aniquilada em nossas periferias. Sugiro que todos leiam a matéria assinada por Phydia de Athayde, para provocar a curiosidade de todos visitantes, vou reproduzir um trecho de uma entrevista com um jovem envolvido com o tráfico.
- Como você entrou para o tráfico?- Comecei aos doze anos. A polícia invadiu minha casa sem mandado de busca, cismou que era um lugar suspeito. Botou minha irmã e mãe peladas, todo mundo pelado, e me bateu na frente da minha família. Aquilo e outras coisas que eu ouvia de meus amigos, um foi preso sem ter nada a ver com o tráfico, me deixaram revoltado.- O que fez permanecer?- Além do dinheiro, o respeito que a polícia tinha de mim.- Você considerava isso uma vingança?- Eu estava vendo os PMs comendo na minha mão. Houve uma vez em que aquele policial que me esculachou, por coincidência do destino, abordou um vapor. Eu e meus parceiros o cercamos. Falei pra ele "está lembrado daquele garoto, daquela casa que você entrou, onde fez a família dele ficar pelada e deu um tapa na cara? Sou eu. E se eu quisesse te matar agora?" Se eu fosse o dono do tráfico na época, matava ele. - Qual foi a resposta do policial?- Pediu desculpas, falou que não lembrava de nada. Quem bate esquece, mas quem apanha, não. Depois, ele sumiu da área.
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Claudio Falcão
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11:15
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Os canalhas também envelhecem
Inenarrável abraço Ops .. Já ia esquecendo, Hoje é o dia dos Direitos Humanos.. Ah !! Exu por que tanta irônia? Risos e muito obrigado, mais uma vez a humanidade agradece.
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Claudio Falcão
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11:12
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Voltando ao tema "raça"
Em alguns textos anteriores discutimos a noção de "raça", ainda sobre o tema o jornal o Mundo de março de 2007, publicou um texto interessante que reproduzo abaixo.
Nada disso tem significado racial. A espécie humana não se divide em raças e os geneticistas já demosntraram que mais de 80% da população brasileira tem significativa ancestralidade africana, o que significa que a maior parte dos que se declaram "brancos" também são, em alguma medida, "afrodescendentes".O contrário é, naturalmente, verdadeiro. Entre os "pretos", há os que apresentam alguma ancestralidade européia ou indígena. Mais ainda entre o "pardos", um rótulo de mau gosto que, entre outros significados, quer dizer "branco sujo", aplicado pelo censo a todos os que, criativamente, inventam expressões para designar tons de pele intermediários entre o "branco" e o "preto".
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Claudio Falcão
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11:10
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O conceito de raça
Continuando a discussão sobre "raça"... Raça tem sido frequentemente definida como um agrupamento, ou classificação, baseado em variações genéticas na aparência física, sobretudo a cor da pele. A maioria dos sociólogos (e biológos) contesta a idéia de que raça biológica seja um conceito que signifique alguma coisa, em especial em virtude do imenso volume de cruzamentos que, ao longo da história, caracterizou a população humana. (...) Distinções como "branco" e "negro" pouca base têm em diferenças genéticas cientificamente identificáveis, embora possuam grande importância nas percepções, avaliações e comportamento dos indivíduos em relação a outros.Raça tem sido usada muitas vezes como significado de etnicidade, palavra que descreve um meio formativo cultural comum. Nesse sentido, expressões como "raça britânica" ou "raça judaíca" ainda continuam a ser usadas.
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Claudio Falcão
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11:07
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